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Tô chegando em casa trançando as pernas
A vida que eu levo só a mim interessa
Problema é ficar acordado varado
Olhando para o teto e sendo fritado
Melhor morrer de vodka do que de tédio
Mando no meu nariz, não sou vaca de presépio
A noite acabou e secou meu destilado
Os incentivos que usei me deixaram acordado
Tô virado
Na noite terminei só
Não cruzo os meus braços, porque o que eu quero eu faço
Se o jogo tá apertado meto logo um golaço
Nessa de quem vê cara acaba não vendo nada
Ficando de cara com o poder da danada
Agora falo demais e ainda como de menos
Whisky no mais é seu melhor casamento
Do pó eu vim pro pó voltarei
Será esse o fim numa noite fora da lei?
Tô virado
Na noite terminei só
Eu quero é mais
Desliguem o sol
Ao som dos pardais
Tô na pior
Um dia qualquer como qualquer um
Mais um ano de vida, "mentira é menos um"!
Happy Birthday... fuck you!!!
Aniversário pra que, se eu não fiz por merecer?
Fui concebido por que se eu nem queria nascer?
Happy Birthday... fuck you!
Por que hoje é seu dia?
Você comprou, roubou ou fez foi um empréstimo
Pode ficar com esse dia
Que eu fico com todos que no ano me restam
Happy birthday... fuck you!
Foi me apresentado o último dos jamaicanos
Um amarelinho bem prensado que abalou o meu crânio
Mas isso não justifica o seu voto de castidade
Nessa noite só porque a baga me abalou
A baga baga baga abagabalô (2x)
Penso alto, piso fundo, acelero muito
Não pago a conta, faço farra, queimo a minha barra
Ouvindo Mary’s Band e Mary caia na gandaia
A luz ofusca só porque a baga me abalou
Misturo a baga com a bebida, operação bem suicida
O olho longe, o corpo mole e a cabeça moída
Quero ir embora, vou pra casa, mostre só a saída
Se não entende é porque quem não bebe não teme
Avorrai e o meu pai raí, minha mãe e o meu tio aqui
No meu quarto não estou morto não
Foi apenas a pressão que abaixou, abalô...
Resíduos expelidos pelo organismo
Veias estufadas no vermelho da cara
Odor reluzido pelo recinto
Formas engraçadas sendo formadas
E um marrom meio fosco, saindo do corpo
Restos de comida, isso me intriga
Muita alteração na minha ingerida ração
Eu que como, eu que faço
Vejo o meu corpo transformando pedaços
Trancafiado aqui dentro, tudo cheira mal
É isso que eu chamo de um bom
Coliforme fecal
Olhando o azulejo, a frieza que vejo
Olhando para baixo, vejo bolas em cacho
A água que cai, levando a lama que sai
A força expressa, só o alívio me interessa
Observando o conteúdo se percebem os moídos
Intestino trabalhando e o bumbum já lavado
O papel já passado e lá tudo ralado
Nenhuma alteração no grão de milho e feijão
Eu que como, eu que faço
Vejo o meu corpo transformando pedaços
Trancafiado aqui dentro, tudo cheira mal
É isso que eu chamo de um bom
Coliforme fecal
Acho que é complexo de Édipo
Também acho que ela gosta de mim mesmo
Ela é que enxerga tudo errado
E depois sou eu que ando pirado
Nada a ver o que ela sente por mim
Tesão mal resolvido
"Vê se me entende, mãe eu sou seu filho"
Minha mãe tá louca
Louca pra beijar minha boca.
Nem sei se volto ou revolto
Você foi pra mim um pouco mais
Talvez ainda fosse o tempo
Que brincamos sempre juntos
Aqui ou ali
Quem sabe ir e vir
Talvez ainda volte sempre ou nunca mais
É complicado viver isso
São respostas que estão no ar
Passando em frente bem da gente, sinais fortes evidentes
Que estão por ali
Quem sabe ir e vir
Talvez ainda volte sempre ou nunca mais
Nem sei se volto ou revolto
É complicado viver isso
São respostas que estão no ar
Passando em frente bem da gente
Que brincávamos bem juntos
Aqui ou ali
Quem sabe ir e vir
Talvez ainda volte sempre ou nunca mais
Nem sei se volto ou revolto, tanto faz
Nem sei se volto ou revolto
Talvez fosse sempre ou sempre ainda fosse o talvez
Vestibular ( I’m ok, you’re ok)
Me ligo só em sua química
E saco toda sua língua
Perfeitas medidas matemáticas
No corpo escrevo nossa história
Eu só estudo pra poder passar
Sei todas questões que caem no seu vestibular
Em suas curvas me controlo
Numa linda geografia
De olhos fechados, acerto todas
Sei de cor sua anatomia
Eu só estudo pra poder passar
Sei todas quastões que caem no seu vestibular
Eu só estudo pra poder passar
Se você não é matéria não tem por que eu estudar
Acertei ou não fiz um X no seu coração
É a sua vez de me dar a nota
Caretei, quase caretei
O Veraneio passou
O estômago esfriou
Não foi a larica
Pois a perna balançou
Somos simples usuários, doutor
Não nos dê valor
Andamos mais um pouco
E o Veraneio voltou
O camburão voltou
A coisa esquantou
Os ômi desceu
Posso falar um pouco doutor
Os óio vermeiô
Estava em outro planeta
O cão me olhou
Quase me deixando careta
Entramos numa roubada
Com o cheiro da marvada
Achou que era um osso, doutor?
O cão me encarou
Ele veio no meu bolso
Por incrível que pareça
O cão se enganou, doutor
Porque tá tudo na cabeça.
Tô tento que até pagar a minha língua
Não devo nada a ninguém por enquanto ainda
Mas se eu continuar nesse pique, amando você
Meu nome vai pro S.P.C.
Já se foi o meu cartão de crédito
Já se foi a minha conta no banco
Já se foi o meu cartão importado
Pra viver tô tendo que virar do avesso
Sou um nômade, agora já não tenho endereço
Cobradores batendo na porta, tão querendo o que?
Eu vim foi pra receber
Eu cansei de gastar o meu dinheiro com você
Eu cansei, cansei
Cansei de gastar o meu dinheiro com você
Já se foi a minha casa no campo
Já se foi a minha casa na praia
Já se foi o apartamento quitado
Eu cansei de gastar o meu dinheiro com você
Eu cansei, cansei
Cansei de gastar o meu dinheiro com você
A vida é essa, tô devendo e não nego
Muitos dizem por aí que o meu amor é cego
Mas você vai pagar cada centavo do mal que me fez
Vou largar de ser seu freguês
Agora só imaginem a cena
Isso é o resumo do meu grande problema
Ela é uma gata da Afonso Pena
Eu cansei de gastar o meu dinheiro com você
Eu cansei, cansei
Cansei de gastar o meu dinheiro com você
Se tem um abismo eu pulo com meu carro lá
Vejo a cachu, eu tiro a roupa e pulo pra nadar
Mas não resisto quando vejo um prédio cheio de andar
Vou lá em cima pra pular
Eu vou pular
Subo até lá
Vou lá em cima pra aprender a voar
Sei que faço o que gosto, não faço o que devo
Venha viver o meu sonho, saia do teu pesadelo
Nascer, morrer, crescer, crescer e aparecer,
Essa é a chance que temos, agora é pra pular
Eu vou pular
Subo até lá
Vou lá em cima pra aprender a voar
Eu não tenho hora pra chegar em casa
Eu chego a hora que eu quiser
A noite é longa, mas eu peço a conta
Só pra poder ter mais tempo pra te ter como mulher
E penso, eu quero, eu quero, eu peço
Pra que você não me esqueça
Porque hoje á noite eu vou te encher de prazer
Mas pra isso eu digo:
Pai, me dê mais um pouco de grana
Porque hoje a noite promete acabar na cama de um motel
Massa cefálica toda infeccionada
Cabeça inchada numa Segunda ressaqueada
Fim de semana totalmente barra pesada
Gases estranhos sendo exalados todos na fala
Trampo ralado, final de mês é grana miada
Pago fiado e logo descolo uma parada
Paralisado como baque, segura aí, camarada
Pegue a caneta, não se meta, tire a tampa e a carga
O remorso bate logo após o dia que vem
Felicidade comprada, agora não me faz bem
Sem a noção do dia e me sentindo roubado
A grana toda que ganho parece dinheiro alado
A Sexta-feira começa só depois do serviço
Emendo e Sábado, ninguém me encontra, eu tô perdido
Domingo acaba e eu ainda tô sem sentido
Ressaca mata e na Segunda acaba comigo