• Tô Virado

  • Happy Birthday

  • Abagabalô

  • Coliforme Fecal

  • Minha Mãe Tá Louca

  • Nem sei se volto ou revolto

  • Vestibular

  • Caretei

  • Cansei

  • Abismo

  • Pai me dê grana

  • Massa Cefálica






    Tô virado

    Tô chegando em casa trançando as pernas

    A vida que eu levo só a mim interessa

    Problema é ficar acordado varado

    Olhando para o teto e sendo fritado

    Melhor morrer de vodka do que de tédio

    Mando no meu nariz, não sou vaca de presépio

    A noite acabou e secou meu destilado

    Os incentivos que usei me deixaram acordado

    Tô virado

    Na noite terminei só

    Não cruzo os meus braços, porque o que eu quero eu faço

    Se o jogo tá apertado meto logo um golaço

    Nessa de quem vê cara acaba não vendo nada

    Ficando de cara com o poder da danada

    Agora falo demais e ainda como de menos

    Whisky no mais é seu melhor casamento

    Do pó eu vim pro pó voltarei

    Será esse o fim numa noite fora da lei?

    Tô virado

    Na noite terminei só

    Eu quero é mais

    Desliguem o sol

    Ao som dos pardais

    Tô na pior

     

    Happy Birthday

    Um dia qualquer como qualquer um

    Mais um ano de vida, "mentira é menos um"!

    Happy Birthday... fuck you!!!

    Aniversário pra que, se eu não fiz por merecer?

    Fui concebido por que se eu nem queria nascer?

    Happy Birthday... fuck you!

    Por que hoje é seu dia?

    Você comprou, roubou ou fez foi um empréstimo

    Pode ficar com esse dia

    Que eu fico com todos que no ano me restam

    Happy birthday... fuck you!

     

    Abagabalô

    Foi me apresentado o último dos jamaicanos

    Um amarelinho bem prensado que abalou o meu crânio

    Mas isso não justifica o seu voto de castidade

    Nessa noite só porque a baga me abalou

    A baga baga baga abagabalô (2x)

    Penso alto, piso fundo, acelero muito

    Não pago a conta, faço farra, queimo a minha barra

    Ouvindo Mary’s Band e Mary caia na gandaia

    A luz ofusca só porque a baga me abalou

    Misturo a baga com a bebida, operação bem suicida

    O olho longe, o corpo mole e a cabeça moída

    Quero ir embora, vou pra casa, mostre só a saída

    Se não entende é porque quem não bebe não teme

    Avorrai e o meu pai raí, minha mãe e o meu tio aqui

    No meu quarto não estou morto não

    Foi apenas a pressão que abaixou, abalô...

     

    Coliforme fecal

    Resíduos expelidos pelo organismo

    Veias estufadas no vermelho da cara

    Odor reluzido pelo recinto

    Formas engraçadas sendo formadas

    E um marrom meio fosco, saindo do corpo

    Restos de comida, isso me intriga

    Muita alteração na minha ingerida ração

    Eu que como, eu que faço

    Vejo o meu corpo transformando pedaços

    Trancafiado aqui dentro, tudo cheira mal

    É isso que eu chamo de um bom

    Coliforme fecal

    Olhando o azulejo, a frieza que vejo

    Olhando para baixo, vejo bolas em cacho

    A água que cai, levando a lama que sai

    A força expressa, só o alívio me interessa

    Observando o conteúdo se percebem os moídos

    Intestino trabalhando e o bumbum já lavado

    O papel já passado e lá tudo ralado

    Nenhuma alteração no grão de milho e feijão

    Eu que como, eu que faço

    Vejo o meu corpo transformando pedaços

    Trancafiado aqui dentro, tudo cheira mal

    É isso que eu chamo de um bom

    Coliforme fecal

     

    Minha mãe tá louca

    Acho que é complexo de Édipo

    Também acho que ela gosta de mim mesmo

    Ela é que enxerga tudo errado

    E depois sou eu que ando pirado

    Nada a ver o que ela sente por mim

    Tesão mal resolvido

    "Vê se me entende, mãe eu sou seu filho"

    Minha mãe tá louca

    Louca pra beijar minha boca.

     

    Nem sei se volto ou revolto

    Nem sei se volto ou revolto

    Você foi pra mim um pouco mais

    Talvez ainda fosse o tempo

    Que brincamos sempre juntos

    Aqui ou ali

    Quem sabe ir e vir

    Talvez ainda volte sempre ou nunca mais

    É complicado viver isso

    São respostas que estão no ar

    Passando em frente bem da gente, sinais fortes evidentes

    Que estão por ali

    Quem sabe ir e vir

    Talvez ainda volte sempre ou nunca mais

    Nem sei se volto ou revolto

    É complicado viver isso

    São respostas que estão no ar

    Passando em frente bem da gente

    Que brincávamos bem juntos

    Aqui ou ali

    Quem sabe ir e vir

    Talvez ainda volte sempre ou nunca mais

    Nem sei se volto ou revolto, tanto faz

    Nem sei se volto ou revolto

    Talvez fosse sempre ou sempre ainda fosse o talvez

     

    Vestibular ( I’m ok, you’re ok)

    Me ligo só em sua química

    E saco toda sua língua

    Perfeitas medidas matemáticas

    No corpo escrevo nossa história

    Eu só estudo pra poder passar

    Sei todas questões que caem no seu vestibular

    Em suas curvas me controlo

    Numa linda geografia

    De olhos fechados, acerto todas

    Sei de cor sua anatomia

    Eu só estudo pra poder passar

    Sei todas quastões que caem no seu vestibular

    Eu só estudo pra poder passar

    Se você não é matéria não tem por que eu estudar

    Acertei ou não fiz um X no seu coração

    É a sua vez de me dar a nota

     

    Caretei

    Caretei, quase caretei

    O Veraneio passou

    O estômago esfriou

    Não foi a larica

    Pois a perna balançou

    Somos simples usuários, doutor

    Não nos dê valor

    Andamos mais um pouco

    E o Veraneio voltou

    O camburão voltou

    A coisa esquantou

    Os ômi desceu

    Posso falar um pouco doutor

    • Aqui quem fala sou eu

    Os óio vermeiô

    Estava em outro planeta

    O cão me olhou

    Quase me deixando careta

    Entramos numa roubada

    Com o cheiro da marvada

    Achou que era um osso, doutor?

    O cão me encarou

    Ele veio no meu bolso

    Por incrível que pareça

    O cão se enganou, doutor

    Porque tá tudo na cabeça.

    Cansei

    Tô tento que até pagar a minha língua

    Não devo nada a ninguém por enquanto ainda

    Mas se eu continuar nesse pique, amando você

    Meu nome vai pro S.P.C.

    Já se foi o meu cartão de crédito

    Já se foi a minha conta no banco

    Já se foi o meu cartão importado

    Pra viver tô tendo que virar do avesso

    Sou um nômade, agora já não tenho endereço

    Cobradores batendo na porta, tão querendo o que?

    Eu vim foi pra receber

    Eu cansei de gastar o meu dinheiro com você

    Eu cansei, cansei

    Cansei de gastar o meu dinheiro com você

    Já se foi a minha casa no campo

    Já se foi a minha casa na praia

    Já se foi o apartamento quitado

    Eu cansei de gastar o meu dinheiro com você

    Eu cansei, cansei

    Cansei de gastar o meu dinheiro com você

    A vida é essa, tô devendo e não nego

    Muitos dizem por aí que o meu amor é cego

    Mas você vai pagar cada centavo do mal que me fez

    Vou largar de ser seu freguês

    Agora só imaginem a cena

    Isso é o resumo do meu grande problema

    Ela é uma gata da Afonso Pena

    Eu cansei de gastar o meu dinheiro com você

    Eu cansei, cansei

    Cansei de gastar o meu dinheiro com você

     

    Abismo

    Se tem um abismo eu pulo com meu carro lá

    Vejo a cachu, eu tiro a roupa e pulo pra nadar

    Mas não resisto quando vejo um prédio cheio de andar

    Vou lá em cima pra pular

    Eu vou pular

    Subo até lá

    Vou lá em cima pra aprender a voar

    Sei que faço o que gosto, não faço o que devo

    Venha viver o meu sonho, saia do teu pesadelo

    Nascer, morrer, crescer, crescer e aparecer,

    Essa é a chance que temos, agora é pra pular

    Eu vou pular

    Subo até lá

    Vou lá em cima pra aprender a voar

     

    Pai me dê grana

    Eu não tenho hora pra chegar em casa

    Eu chego a hora que eu quiser

    A noite é longa, mas eu peço a conta

    Só pra poder ter mais tempo pra te ter como mulher

    E penso, eu quero, eu quero, eu peço

    Pra que você não me esqueça

    Porque hoje á noite eu vou te encher de prazer

    Mas pra isso eu digo:

    Pai, me dê mais um pouco de grana

    Porque hoje a noite promete acabar na cama de um motel

     

     

     

    Massa cefálica

    Massa cefálica toda infeccionada

    Cabeça inchada numa Segunda ressaqueada

    Fim de semana totalmente barra pesada

    Gases estranhos sendo exalados todos na fala

    Trampo ralado, final de mês é grana miada

    Pago fiado e logo descolo uma parada

    Paralisado como baque, segura aí, camarada

    Pegue a caneta, não se meta, tire a tampa e a carga

    O remorso bate logo após o dia que vem

    Felicidade comprada, agora não me faz bem

    Sem a noção do dia e me sentindo roubado

    A grana toda que ganho parece dinheiro alado

    A Sexta-feira começa só depois do serviço

    Emendo e Sábado, ninguém me encontra, eu tô perdido

    Domingo acaba e eu ainda tô sem sentido

    Ressaca mata e na Segunda acaba comigo